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Fome ameaça 600 mil refugiados em cinco países da África |
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Cerca de 600 mil refugiados em cinco países da África central e oriental terão sua sobrevivência ameaçada se a ajuda alimentícia internacional for suspensa, alertou hoje, quarta-feira, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA). Para manter em atividade o programa de emergência, o PMA fez hoje, em sua sede em Roma, um pedido aos doadores para que arrecadem 48,3 milhões de dólares.
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"Uma redução da ajuda alimentícia terá um efeito devastador nas vidas e na saúde dos refugiados", disse Holdbrook Arthur, diretor regional para a África central e oriental do organismo da ONU. Arthur ressaltou ainda que a maioria dos refugiados vive em acampamentos onde há escassez de terras cultiváveis e que as oportunidades de emprego nessas regiões são limitadas. "A comunidade internacional tem responsabilidade com o refugiado, cujo status é reconhecido por diversos tratados em vigor", acrescentou. A situação mais alarmante é a do Quênia, que abriga 223 mil refugiados procedentes principalmente do Sudão e da Somália, países que vivem conflitos civis. Na Etiópia, há outros 126 mil refugiados (do Sudão, da Somália e da Eritréia). No Sudão procuram abrigo mais de 95 mil cidadãos procedentes da Eritréia, divididos em 20 acampamentos no leste do país, em condições de extrema pobreza. Já no Chade há um número crescente de refugiados, cerca de 112 mil pessoas que fogem do conflito civil no Sudão e se instalam na região fronteiriça. Na República do Congo, chega a 6 mil o número de refugiados procedentes da República Democrática do Congo (RDC), além dos 14 mil congoleses que retornarão a seu país, do Gabão e da RDC, que precisam de assistência. O PMA lembrou hoje que, apesar de em vários países de origem dos refugiados o processo de paz estar em negociação, nenhum deles tem um programa de repatriação.
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